quarta-feira, agosto 18, 2010

O sonho de Baferum

Meu companheiro de cela me dizia todos os dias que o rei um dia viria
para novamente nos libertar destas terras
Eu no meu canto sempre ouvia céltico o que Marreto falava
do seu banco ele todo carrancudo dizia
Baferum um dia nós seremos salvos meu amigo o rei voltara
mas não haverá mais batalhas sangrentas
Apenas o choro e o ranger dos dentes de quem não foi levado
O incubitas nos logravam todo nosso desejo
pois muitas vezes não podíamos ao menos ver a luz do sol
apenas quando sua princesa aparecia nos becos prisionais é que víamos a luz e o nascer da manhã.
Pena que isto acontecia poucas vezes neste vazio de mundo que é minha prisão.
mas a solidão da prisão não era o pior, havia um pouco de alento nestes tempos de guerra.

Mesmo que todas as manhas nos faziam subir para suas minas e nos extirpar nossas carcaças e suor vire gotas de sangue em nosso semblante
A cada dia uma esperança crescia em Baferum, pois haviam rumores de mudanças vindos do oeste e no reino de Brum, toda criatura sabia que as guerras eram travadas principalmente nos vales do Gores a Oeste deste mundo tenebroso.

Passou o verão e a guerra que se estendia a 4 estações chegou a seu fim
como sempre acontece com as guerras onde ficam mais as perdas do que as vitórias, marcas profundas do orgulho e arrogância dos homens.

E Baferum envelheceu farto de dias, sempre com a esperanço do retorno de rei, mas
uma esperança de um reino onde a vida não seria ceifada por míseros grãos, mas uma esperança eterna que os bruxos e as ceivas não compreendem, pois ele se tornou um homem sábio e respeitado em um mundo onde o místico tem sobre valor ante a vida simples das pessoas.
Mas o fim ainda não chegou mas ele reacendeu a esperança de muitos e assim muitos entre aqueles do reino puderam viver novamente como um sorriso no rosto e os dias dos reis ainda foram longos.


Baferum se tornou sacerdote do Deus desconhecido até o fim dos seus dias e ainda foram muitos e se foi deixando uma mensagem de esperança em um mundo onde a glória e a guerra eram o verdadeiro sentido da vida.

O revés do dia em dia

Mesmo que eu pare na barca para pensar
o horror vai dominar o dia
porque o sentimento vai se esvairindo a cada momento
Não eu não posso tolerar esta imposição

A religião não deve ser a minha opressão
ela deve ser meu motivo d orgulho, minha razão de seguir em frente
Eu não quero mais tolerar o padre Belodia preocupado mais em estar na capa da Caras do que levar a mensagem aos aflitos.
Eu não quero mais ter que ouvir a pujança do reverendo Pádeserra, que preocupado com a compra de seu jatinho para que seu reino (ops), seu ministério cresça em riqueza e entretenimento, da-se ao fato de que no reino de Deus devemos crescer na graça e no conhecimento de Jesus Cristo.

O horror vai dominando a situação desde a manhã
a escada para o Paraíso vai ficando cada vez mais distante
Para aqueles que não deixam de adquirir as indulgências protestantes
Bem longe do amor mais parecido com o inferno
Afinal o macaco Belzebu é mais parecido com o infante Braga
do que o Sacerdote Montanha se parece com o Pastor Salsicha
A irrelevancia da religião me transporta para a escuridão

Eu tenho um sonho que não é o revés do dia a dia
Mas o amor que não transforma o errante em um monstro
mas consegue superar os erros e não transforma lo em em ódio
a simplicidade é a marca do simples combatente
onde a paciência anda lado a lado com o amor

Afinal o vazio não pode ser preenchido com o prazer
senão o buraco estará cada vez mais aberto e as consequencias serão devastadoras
mas a razão deve ser posta em pratica com o mais puro dos sentimentos
pois a caridade e o amor estão entrelaçados infinitamente

E a razão da existência do homem não pode estar no vazio
nem na exuberância do prazer
mas eu ainda encontro sentido no valor da vida
Onde o criador faz nascer o sol e alegrar a manhã sombria.