segunda-feira, março 17, 2008

Herança das Nações

"Pede-me e eu te darei as nações por herança e os confins da terra por sua possessão" Salmo 2:8

Mateus registra que Jesus Cristo reconheceu este poder quando comissionou os discípulos a fazerem discípulos de todas as nações ( Mateus 28: 18-20).
e nós como igreja e herdeiros desta comissão o que temos feito?
vivemos num tempo em que o que importa são os mega-templos, grandes e imensas igrejas, mas o mundo jaz no maligno.
vivemos num tempo em que muito se fala em prosperidade e exigir de Deus, mas muitas almas, estão indo para o inferno e a igreja o que faz para resgatar estas almas?
vivemos num tempo em que cada dia se apresentam uma novidade cristã.
mas cada dia mais a igreja não é tão diferente do mundo.
Vivemos num tempo de apóstolos, bispos, doutores, reverendos, mestres, verdadeiros corporativistas e pescadores de aquários.
mas cade os simples servos?
vivemos num tempo de um cristianismo de dois lados.
o lado essencialmente religioso, cheio de regras e deveres, onde o amor e a misericórdia de Deus, são deixados de lado.
e o lado totalmente prazerosos onde a prosperidade e a felicidade humana, estão acima dos deveres de seguir a cruz de Cristo.
vivemos num tempo onde o evangelho da obediência cega, sem relevância é cada dia mais pregado.
Vivemos num tempo de donos de igrejas, em que os egos são maiores, que o "Rei dos Reis e Senhor dos senhores".
Vivemos num tempo em que são pregados mensagens e sermões em que se declaram que somos "sócios de Jesus", ainda não achei isto em minha Bíblia.
Que temos que exigir as coisas de Deus, que as bênçãos vem de acordo com os nossos dízimos e ofertas.
vivemos num tempo em que "Deus é dez, Deus é fiel, Deus é mais, Deus é isso e Deus é aquilo".
Vivemos num tempo em que a igreja tem se esquecido que Deus é Santo.
vivemos num tempo em que nossa santidade vem medida pela nossa aparência, e não pela nossa vida de fé.
Num tempo em que a ajuda "aos aparentados na fé", existe apenas da boca para fora.
Ninguém ama mais que ai seu próprio nariz nos dias de hoje.
Vivemos dias de grandes festas, mas não temos mais tempo para ficarmos sozinhos diante de Deus.
Vivemos num tempo em que o espírito do mundo lança sementes profundas no seio da igreja, e os "santos" se calam e não se mexem.
Vivemos num tempo em que viver apenas da fé e da graça de Deus, já não é tão importante, pois temos sempre que receber alguma bênção aos olhos do mundo.
Muitos versículos e verdades bíblicas, já não tem tanta importância nos dias em que vivemos como estes:

Mateus 6: 2,3 e 4
"Quando pois, deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens, em verdade vos digo que já receberam o seu galardão.
Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita.
Para que a tua esmola seja dada ocultamente e teu pai, que vê em secreto, te recompensara publicamente".
Parece que a igreja de Deus se esquece a cada dia mais do seu grande papel para com aqueles que precisam de pão, de ajuda e de misericórdia.
pedimos que Deus faça aquilo que nós devemos fazer, como Tiago deixa bem claro, em sua epistola.

Tiago 2: 15,16 e 17.
"E, se o irmão ou irmã estiverem nus e tiverem falta de mantimento cotidiano, e algum de vós lhes disser: ide em paz, aquentai-vos e fartai-vos, e não lhes derdes as coisas necessárias para o corpo que proveito dai?"
Assim também a fé, se não tiver obras, é morta em si mesma".
As escrituras são claras em mostrar que as nossas obras, mostram a autenticidade de nossa fé.
Vivemos num tempo em que compartilhar necessidades é vergonha para a igreja e não uma mostra do verdadeiro amor de Deus.
que deve estar em cada um que professa a fé cristã.
O apóstolo João escreveu.

1João 4:89

"Aquele que não ama, não conhece a Deus, pois Deus é amor(caridade)".
Vivemos num tempo onde os títulos, são maiores que a obra de Deus na vida de cada um de nós.
Não existe mais espaço em nossos cultos para o Sermão da Montanha, em que Jesus fala de mansos, daqueles que tem fome, dos misericordiosos, dos limpos de coração, dos pecadores arrependidos, dos pacificadores, dos que sofrem perseguição, dos injuriados.
Vivemos um cristianismo de exaltação e egoísmo, ficando cada dia mais longe do reino.
Nos esquecemos da oração que Cristo nos ensinou.
"Pai nosso, que estas nos céus, santificado seja o teu nome.
venha o teu reino, seja feito a tua vontade, tanto na terra como no céu.
O pão nosso de cada dia dai-nos hoje, perdoe-nos as nossas dividas, assim como aos nossos devedores.
e não nos deixe cair em tentação, mas livra-nos do mal, porque teu é o reino, e o poder, e a glória para todo o sempre amém (Mateus 6: 9 a 13).

Devemos primariamente santificar o nome de Deus, pois foi assim que Jesus iniciou a oração do Pai nosso, e não apenas com petições, mas interceder pelos outros, pelos inimigos,
Pedir que venha o o reino, e que sempre seja feita a vontade divina acima de todas as coisas.
Que a igreja verdadeira esteja em cada um dos que professam a Cristo.
Todos os dias, para que chegue o tempo da gloriosa volta de Cristo.

Glória ao eterno Deus.




ESTUDO BÍBLICO SOBRE MISSÕES

ESTUDO BÍBLICO SOBRE MISSÕES

“Mas recebereis virtude do Espírito Santo, Deus há de vir sobre vós, e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até os confins da terra”. (Atos 1:8)

1:8- O Plano e Promessas finais de Jesus em cinco referências do Novo Testamento, Jesus incube diretamente seus discípulos a ir e pregar o evangelho a todo o mundo (Mt. 28:18-20; Mc. 16:15-18; Lc. 24:45-48; Jo 20:21-23; At. 1:8). Aqui sua grande Comissão é precedida pela promessa do derramamento do Espírito Santo. A permissão para a evangelização mundial está inseparavelmente ligada a essa promessa. Há uma necessidade obvia de poder se as pessoas perceberem completamente o evangelho. Mas, antes disso, outro assunto aguarda resolução. O Espírito veio para nos convencer a ir. Precisamos do poder de Deus para servi-lo de maneira eficaz, para curar os doentes e para libertar aqueles possuídos por espíritos imundos. Mas primeiro devemos receber a primeira unção.

PODER PARA AGIR – PARA IR ENTÃO ELE DARÁ:

1-Poder para encontrar os perdidos;

2-Autoridade para declarar ousadamente Jesus como o Filho de Deus;

3-Poder para estabelecer sua Igreja local e mundialmente. As fronteiras de expansão pretendidas, estão claras: - Jerusalém (local) Judéia (nacional) Samaria (cultural) e “os confins da terra” (internacional). O último mandamento de Jesus aponta para seu poder e caminhos para a evangelização mundial.

A comissão mundial foi dada a toda a igreja em todas as épocas até o fim dos tempos.

O objetivo único dos cristãos era e é levar os homens ao conhecimento da salvação em Jesus Cristo.

MISSÃO: Palavra proveniente do latim (missio) Transmissão consciente e planejada das Boas Novas do evangelho de Cristo além das fronteiras nacionais e culturais.

O anuncio do evangelho é a maior exposição da vontade divina para toda a humanidade descrita claramente em João 3:16 “E DEUS AMOU O MUNDO DE TAL MENEIRA, QUE DEU O SEU PRÓPRIO FILHO A TODO AQUELE QUE NELE CRÊ, NÃO PEREÇA, MAS TENHA VIDA ETERNA”

Suzana Wesley mãe do grande pregador e fundador do metodismo João Wesley, disse “se eu tivesse vinte filhos, regozijar-me-ia em consagrar todos eles a obra missionária, ainda que fosse co a certeza de nunca voltar a vê-los”.

O grande pregador (João Wesley) sempre dirigia a Deus está oração: “Senhor, não me deixes viver até chegar a ser inútil”. Um grande homem que viveu para missões e a pregação do evangelho. Este é um grande exemplo para a Igreja Brasileira e os tempos modernos, onde muitas pessoas estão dispersas para com a obra de Deus.

George F. Vicedom aproxima-se muito do pensamento Bíblico quando diz: “A Bíblia em sua totalidade designa apenas uma intenção de Deus: salvar a humanidade”.

DEFINIÇÕES SOBRE MISSÕES

Missões é a objetivação Progressiva do Propósito eterno e Benevolente de Deus que se origina em seu próprio ser e caráter e envolve todas as eras, raças e gerações.

Missões é a efetivação Histórica da Salvação de Deus obtida em nome de toda a humanidade através de Cristo Jesus devido a sua encarnação, morte e ressurreição. Oferece o perdão dos pecados, e uma nova e dinâmica vida para todos os que acreditam nele como o eterno Filho de Deus e Salvador da Humanidade.

Missões é a realização prática da obra do Espírito Santo neste mundo em nome do eterno Propósito de Deus e da aplicação efetiva da salvação, obtida através de Cristo Jesus nas vidas de inúmeros Indivíduos, Tribos, Povos e inúmeras Famílias: Dessa forma, missão está relacionada ao Deus Trino e Uno.

A TAREFA MISSIONÁRIA

A tarefa missionária está essencial e supremamente comprometida com o Espírito Santo. Assim como a salvação originou-se no eterno plano de Deus e foi obtida Historicamente na pessoa e obra de Cristo, o eterno Filho de Deus, a administração e efetivação da salvação foram encarregadas ao Espírito Santo. Apenas o Espírito Santo pode tornar real, experimentalmente, a salvação obtida no Calvário.

A TAREFA missionária é feita por fé. Deus ordenou que o cristianismo fosse uma religião de fé. A obra missionária verdadeira e bem-sucedida, portanto, pode ser feita apenas por homens de fé, que conhecem Deus e tem aprendido a se apropriar das promessas de Deus.

A tarefa missionária foi dada por Deus, para que fossemos o sal da terra e a luz do mundo.

UM DISCÍPULO DE CRISTO É UMA PESSOA CRISTÃ:

1-Que vive uma vida de consciência e constante identificação com Cristo:

(a)-na vida, morte e ressurreição.

(b)- em palavras, comportamento, atitudes, motivos e propósitos.

2-Que compreende absolutamente o direito de Cristo sobre sua vida.

3-Que abraça vivamente a salvação de Cristo.

4-Que se deleita no domínio de Cristo.

5-Que vive das fontes permanentes de Cristo.

6-De acordo com o padrão e o propósito de Cristo já estão gravados na mente.

7-Com o objetivo de Glorificar seu Senhor e Salvador.

O CRISTÃO E O MUNDO

O Cristão vive no mundo, mas não é do mundo (Jo 17:14).

Esta primícia dinâmica, deve ser relevante no comissiona mento de cada Cristão.

Pois devemos levar a Cristo em nossas vidas.

Externar nossa fé através das Boas Novas (evangelho).

Em Jerusalém, Judéia, Samaria e até os Confins da Terra.

Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder sua alma (Lc. 9:25; Cf Mt. 16:26) o mundo exerce uma atração sobre todos nós, como um suposto tesouro que vale a pena conquistar e possuir. Se Deus fosse tudo para nós, o mundo nada valeria (Tg. 4:4). O famoso filósofo dinamarquês Soren Kierkegaard advertiu, há mais de um século: “no dia em que o cristianismo e o mundo tornarem-se amigos, o cristianismo deixaria de existir”.

Exemplificando as ações deste mundo, C.S Lewis: “Se desse a um transeunte em Londres a opção entre uma refeição num bom restaurante e a garantia de chegar ao céu, seguramente ele escolheria a refeição”.

Compartilhar nossa fé: Por que? Há pelo menos seis razões que nos competem compartilhar nossa fé em Cristo com aqueles que nunca experimentaram uma nova vida em Cristo.

(A)-Porque Deus nos mandou que o fizéssemos as falas finais de Jesus enquanto estava na terra (At. 1:8) e também a Bíblia (Ap. 22:17) falam sobre isto.

(B)-Porque é uma forma de demonstrar nosso amor por Deus. Cristo disse que, se verdadeiramente o amarmos, nós guardaríamos seus mandamentos (Jo 14:15).

(C)-Todos pecaram (Rm. 3:10-23).

(D)-Porque o nosso compartilhar é o método escolhido por Deus para que as pessoas saibam sobre ele. Ele poderia ter usado os anjos, mas não o fez. Somente pecadores redimidos podem contar aos perdidos a respeito de Cristo veja Rm. 10:14-17; At. 8:3.

(E)-Porque Deus deseja que todos sejam salvos (At. 4:12; 2Pe. 3:9; 1Tm. 2:4).

(F)-Porque, um dia alguém compartilhou sua fé conosco. Pode ter sido um professor de Escola Bíblica Fiel ou um Pastor de Deus, ou um Pai, ou Mãe de oração. Em outras palavras, eles têm o direito de esperar que façamos o mesmo em relação aos outros.

EXISTEM NO MUNDO MAIS DE 22.000 POVOS ÉTNICOS, COM MAIS DE 8 MIL LÍNGUAS DIFERENTES.

1)-A Bíblia foi traduzida para menos do que mil línguas no mundo, ou seja, pouco mais de 5% do total de línguas.

-ore para que Deus levante pessoas para trabalhar na tradução da Bíblia em outras línguas.

No Brasil existem estados como Roraima e Rio Grande do Norte com menos de 2% de Evangélicos.

-ore para que Deus levante obreiros para Seara Norte e Nordeste.

Existem no mundo mais de 200milhões de Cristãos perseguidos.

-ore para que Deus conforte, nossos irmãos que sacrificam a sua vida por Cristo.

BASE BÍBLICA DE MISSÕES

1)-Pentateuco

-A Gênesis da Obra Missionária:

“(...) Este te ferirá a cabeça...” (Gn. 3:14,15).

-Abraão, Isaque e Jacó:

“(...) Em ti serão benditas todas as famílias da terra” (ou todas as clãs = todas as etnias da terra) (Gn. 12:3; 26:4; 28:14).

-Deus fala com a nação (Israel):

“(...)Sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha” (Ex. 19:5).

2)-Livros Históricos:

-Partindo as Águas (Mar Vermelho e Rio Jordão):

“Porque o Senhor, vosso Deus, fez secar as águas do Jordão diante de vós...”

Afim quê? “Para que todos os povos da terra conheçam que a mão do Senhor é forte, a fim de que temais ao Senhor, vosso Deus...”,(Js.4:23,24).

-Porque razão Deus permitiu que o gigante Golias desafiasse o pequeno Davi?

“(...) E toda a terra saberá que há Deus em Israel” (I Sm. 17:45,46).

-A Dedicação do Templo Construído por Salomão:

“Também ao estrangeiro que, (...) vier de terras remotas, (...) e orar, voltado para esta casa, ouve tu nos céus, lugar da tua habitação...” A fim de quê? “ Todos os povos da terra conheçam o teu nome...” (I Rs. 8:41,43).

3)-Livros Poéticos:

-Existem mais de 100 declarações nos Salmos sobre o propósito de Deus para as nações. Algumas delas são:

“Pede-me e eu te darei as nações por herança...” (Sl. 2:8).

“Seja Deus gracioso para conosco, e nos abençoe...” Para quê? “Para que se conheça na terra o teu caminho; em todas as nações, a tua salvação (...) e todos os confins da terra o temerão” (Sl.67:1, 2, 7).

“Anunciai entre as nações a sua glória, entre todos os povos as suas maravilhas” (Sl. 96:3).

4)-Profetas Maiores:

-Os profetas chamavam o povo para voltar a visão mundial:

“Olhai para mim, e sede salvos, vós, todos os termos da terra; porque eu sou Deus, e não há outro” (Is. 45:22).

“(...) Também te dei com luz para os gentios, para ser a minha salvação até à extremidade da terra” (Is. 49:6).

-Os reis Nabucodonosor e Dario pareciam liberar o Conselho Missionário de seus países, a julgar pela visão e conteúdo de algumas de suas mensagens:

“(...) Eu, Nabucodonosor, levantei os olhos ao céu, (...) e bendisse ao Altíssimo (...).

Todos os moradores da terra são por ele reputados em nada; e segundo a sua vontade ele opera com o exército do céu e os moradores da terra...” (Dn. 4:34, 35).

“Então o rei Dario escreveu aos povos, nações e homens de todas as línguas, que habitam em toda a terra: Paz vos seja multiplicada! (...) Em Daniel; porque ele é o Deus vivo e que permanece para sempre (...). Ele livra e salva, e faz maravilhas no céu e na terra; foi ele quem livrou Daniel do poder dos leões” (Dn. 6:25,27).

-Daniel na cova dos leões:

“Então o rei se alegrou sobremaneira e mandou tirar a Daniel da cova (...). Faço um decreto pelo qual em todo o domínio do meu reino os homens tremam e temam perante o Deus de Daniel; porque ele é o Deus vivo e que permanece para sempre; o seu reino não será destruído, e o seu domínio não terá fim.” (Dn. 6:23, 26).

-Quem influenciou a vida desses homens?

Vejamos o relato de Daniel: “Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha com as nuvens do céu um como o filho do homem, e dirigiu-se ao Ancião de dias, e o fizeram chegar até ele. Foi-lhe dado domínio e glória e o reino, para que os povos, nações e homens de todas as línguas o servissem; o seu domínio eterno, que não passará, e o seu reino jamais será destruído.”

5)-Profetas Menores:

-Deus chamou Jonas para uma outra nação:

“Dispõe-te, vai à grande cidade de Nínive, e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até mim.” (Jn. 1:2). Deus está preocupado com outros povos.

-Habacuque – Em meio à crise? Olhe para as nações!

“Vede entre as nações, olhai, maravilhai-vos, e desvanecei, porque realizo em vossos dias obra tal, que vós não crereis, quando vos for contada.” (Hc. 1:5).

II. BASE BÍBLICA NO NOVO TESTAMENTO

1.Os quatro Evangelhos:

-Jesus ao purificar o Templo:

“(...) A minha casa será chamada de oração, para todas as nações. (=todas as etnias)...” (Mc. 11:17).

-O nascimento de Jesus e o cântico de Simeão:

“... Porque os meus olhos... salvação, a qual preparaste diante de todos os povos; luz para revelação aos gentios (=etnias)...” (Lc. 2:30, 32).

-A Grande Comissão:

“ Ide (= indo), fazei discípulos de todas as nações (= todas as etnias)...” (Mt. 28:19). Ide é poreutentes em grego, e significa “partir”, “deixar”, “atravessar fronteiras” (Tomas Reginald Houver).

“E que em seu nome se pregasse... a todas as nações (etnias)...” (Lc. 24:47).

2.Jesus Atravessou Diversas Barreiras/Fronteiras:

-A Fronteira Dimensional – a fronteira da própria encarnação:

(a) O nascimento de Jesus foi a encarnação de Deus;

(b) Fronteira da identificação profunda com as pessoas;

(c) Fronteira da aculturação.

-A fronteira do Exílio:

(a) Quando nenê, Jesus teve que ir para o Egito (Mt. 2:13);

(b) Em Atos 8, as pessoas são obrigadas a deixar Jerusalém;

(c) Existem, aproximadamente, 20 milhões de refugiados no mundo.

-A fronteira da Pobreza:

“(...) De Nazaré pode sair alguma coisa boa?...” (Jo 1:46, 47).

“Vinte e seis milhões de pessoas correm risco de morte no Sudão, Etiópia, Somália, Malawi, Angola e Moçambique.”

“Doze milhões de recém-nascidos morrem todos os anos, por causa dos efeitos da subnutrição nos países em desenvolvimento.”

“100 milhões de crianças vão para a cama famintas, todas as noites.”

-A Fronteira do submundo:

Em Mateus 4:12- 25, Jesus vai morar na Galiléia.

-A Fronteira da Geografia da Amargura:

Jesus visitou Samaria. Qual será a nossa fronteira? Quem será a nossa “Samaria”?

-A Fronteira Pagã:

Ele foi a : Fenícia, Gadara (Mt. 8:28), e Cesaréia de Filipe (Mt. 16:13). Jesus aproximou-se dos “inaproximáveis”.

-A Fronteira Sócio-econômico-religiosa:

Marcos 5 nos fala do trânsito.

-A Fronteiras Geográficas:

Em Lucas 4 e Mateus 13, Jesus vai a Cafarnaum: “Galiléia dos Gentios”.

-A Fronteiras Sociais:

Três vezes, Jesus foi à casa de um fariseu (Lc. 7:36; 11:37; 14:1).

Uma mulher pecadora ungiu os pés de Jesus (Lc. 7:37, 38).

-AS Fronteiras Religioso-Culturais:

Fez de um samaritano um herói (Lc. 10:29-37).

Dos 10 leprosos, o único que voltou para agradecer era samaritano (Lc. 17:11-19).

À beira do poço de Jacó, Jesus pregou para uma mulher samaritana (João 4).

3.O Livro de Atos

-Pentecostes:

“Ora, estavam habitando em Jerusalém judeus, homens piedosos, vindos de todas as nações (= de todas as etnias) debaixo do céu.” (Atos 2:5).

-A Pregação de Paulo em Antioquia:

“Porque, na verdade, tendo Davi servido à sua própria geração, conforme o desígnio de Deus, adormeceu...” (At. 13:36).

4.As cartas às Igrejas

-Os quatro “como” de Romanos:

“Como invocarão?... Como crerão?... Como ouvirão?... E como pregarão?...” (Rm. 10:14, 15).

-As Lições de Três Igrejas:

1-Éfeso (30 anos depois) – A igreja que deixou o primeiro amor (AP. 2:1-7).

Amar o Senhor Jesus é o segredo para não perder a visão.

2-Filipos- A igreja que cooperou com o ministério de um missionário.

Cooperação: característica de uma igreja madura. Exemplos de cooperação:

(a)”Dou graças ao meu Deus (...) pela vossa cooperação no evangelho desde o primeiro dia até agora.” (Fp. 1:3-5);

(b)nas tribulações e nas crises (Fp. 1:7);

(c) nas orações (FP. 1:19);

(d) ao enviar Epafroditoum companheiro de lutas (Fp. 2:25);

(e) contribuindo financeiramente (FP. 4:10-20).

3.TessalônicaA Igreja em Ação. Nossa necessidade hoje.

(a) uma vida espontânea: “Porque de vós repercutiu (I Ts. 1:8).

(b)uma vida de dependência: “(...)Não há necessidade de que eu vos escreva...” (I Ts. 4:9).

“(...)Não há necessidade de que eu vos escreva.” (I Ts. 5:1).

(c)uma vida de imitação: Paulo era um pai andando na neve.

BIBLIOGRAFIA

Bíblia de Estudo Plenitude – SBB-2001

Bíblia de Estudo das Profecias – SBB-2001

O Mundo da Carne e o Diabo – vida nova- 2001

Teologia Bíblica de Missões – CPAD- 2000

João Wesley – sua vida e obra – vida -1997

Dicionário Teológico – CPAD – 1996

Missões até a última fronteira – Kaíros – 1998

Base Bíblica de Missões – (Apostila da Missão Avante)

sexta-feira, março 14, 2008

TEOLOGIA DA PROSPERIDADE E A CONFISSÃO POSITIVA

TEOLOGIA DA PROSPERIDADE E A CONFISSÃO POSITIVA

Charles Capps, um dos seus mestres, afirma: Deus disse: “façamos o homem a nossa imagem, segundo a nossa semelhança”. A palavra semelhança, no original hebraico, significa exata duplicação de uma espécie (...) Adão era uma duplicação exata da espécie de Deus.

RESPOSTA APOLOGÉTICA – Lemos nas Escrituras que a primeira criatura que tentou se tornar igual a Deus foi Satanás (Is 14:12-14; Ez 28:14-16).Depois foi ao Éden e ofereceu a divinização ao homem: sereis como Deus (Gn 35). O homem acreditou na mentira satânica, trazendo, assim, desgraça sobre a humanidade (Rm 5:12). Deus e os homens são, todavia, de naturezas distintas (Is 31:3; Ez 28:2-9). Embora criados à imagem de Deus, não possuímos qualquer dos atributos intransferíveis ou incomunicáveis de Deus -tais como auto-existência, imutabilidade, onipotência, onisciência, onipresença e soberania absoluta. Por exemplo, Deus é eterno (Sl 90:2), mas o homem foi criado num ponto do tempo (Gn 1:26-31; Jó 38:4-21); Deus conhece tudo, até mesmo o coração do homem (Sl 147:5; Is 40:13-14), mas o homem é ignorante acerca das coisas de Deus (1 Co 1:25).

ISÁIAS 1:18

TEOLOGIA DA PROSPERIDADE –

Alguns pregadores dessa doutrina desprezam o papel da razão no desenvolvimento da fé cristã afirmando que ela desvia o cristão da espiritualidade.

RESPOSTA APOLOGÉTICA – O Senhor mesmo chama o povo à razão. Indubitavelmente, Deus demonstra que a razão é importante para o cristão. A palavra Hebraica para razão (YAKAH) nesse versículo é um termo jurídico muito utilizado para discutir questões. Cada uma das partes apresentava evidências convincentes, produzindo argumentos conclusivos que davam testemunho dos fatos. Quando Deus criou o homem a sua imagem (Gn 1:26-27), certamente incluiu a capacidade da razão (Mc 12:30). Deus convoca o homem a arrazoar (Mc 12:30).

ISAÍAS 53:9 E COM O RICO NA SUA MORTE

-TEOLOGIA DA PROSPERIDADE – Declarar que Jesus morreu espiritualmente.

-RESPOSTA APOLOGÉTICA – A palavra morte nesse versículo, no original, encontra-se no plural. Por esse motivo a Teologia da Prosperidade afirma que Jesus morreu duas vezes, uma espiritual e outra fisicamente, no mesmo contexto da cruz. Embora o plural no hebraico freqüentemente refira-se à pluralidade numérica, também pode ser utilizado para intensificar o significado de uma palavra, um plural de intensidade. Essa espécie de plural não indica que haveria mais de uma morte, mas que a morte citada, a morte física, está intensificada em termos de violência.

JOÃO 19:30

TEOLOGIA DA PROSPERIDADE - Os mestres da Teologia da Prosperidade declaram que Jesus foi ao inferno para pagar o preço da nossa redenção a Satanás, e não que nos resgatou por sua morte na cruz; Frederick K. Price afirma: Você pensa que o castigo pelo nosso pecado foi morrer sobre a cruz? Se assim fosse, os dois ladrões poderiam pagar o preço. Não, a punição foi descer ao próprio inferno e lá cumprir a pena, separado de Deus... Satanás e todos os demônios do inferno pensaram ter amarrado e enredado Jesus quando o arrastaram às profundezas do próprio inferno para que pagasse a nossa sentença.

RESPOSTA APOLOGÉTICA – Como poderia alguém perder de vista o que o Senhor disse ao ladrão na cruz?

Jesus não disse: Hoje estarás comigo no inferno. Ele disse: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso” (Lc 23:43). Na visão de Paulo, o Paraíso está no terceiro céu (2 Co 12:2-4). Não há como reconciliar a explícita declaração de Cristo, sobre a cruz, com o ensino de que Jesus sofreu no inferno. Cristo triunfou sobre o diabo na cruz. Foi sua morte na cruz que tornou possível a nossa salvação. Jesus mandou rememorar sua morte na cruz, quando participamos da Ceia do Senhor (1 Co 11:24-26). Fomos perdoados na cruz, não pela imputação de uma natureza torpe a Cristo, mas pelo seu corpo partido e seu sangue derramado, na condição de Cordeiro Imaculado e incontaminado. (Hb 9:1-14; 10:19-22)

MARCOS 10:30

-TEOLOGIA DA PROSPERIDADE – Segundo os teólogos da prosperidade, Jesus prometeu um retorno de bens financeiros e matérias no presente. Dizem que se você der para a causa do Evangelho, receberá cem; dê dez e receba mil; dê mil e receba cem mil... Dê uma casa e receba cem casas ou um valor equivalente. Concluindo, dê um avião e receba cem vezes o valor do avião. Em resumo, Mc 10:30 é uma transação econômica de grande rentabilidade.

RESPOSTA APOLOGÉTICA – Este versículo não tem relação com dinheiro ou riquezas. Especificamente está falando desses que abandonam casa e família por amor a Jesus e ao Evangelho. Estes receberão um retorno no sentido de ser parte de uma comunidade de crentes. É esta comunidade nova que eles consideram uma multiplicação de relações – muitas das quais são, no final das contas, mais íntimas e espiritualmente significantes que as relações de sangue (cf. Mc 3:31-35; At 2:41-47; Tm 5:1-2). Deus quer que nós tenhamos uma perspectiva equilibrada em relação ao dinheiro. A Bíblia não condena posses ou riquezas em si. Não é pecado ser rico; há algumas pessoas muito religiosas na Bíblia – Abraão, por exemplo – que eram também bastante ricas. Deus condena o amor ao dinheiro ou às riquezas (Lc 16:13; 1 Tm 6:10; Hb 13:5). O amor às coisas materiais é um sinal que a pessoa está vivendo sob uma perspectiva eterna. A Bíblia nos fala que o amor ao dinheiro e as riquezas pode conduzir à destruição. O Apóstolo Paulo declara: as pessoas que querem ficar ricas, caem em tentação (1 Tm 6:9). Também, Jesus advertiu seus seguidores sobre o mesmo perigo (Lc 12:15). Ele orientou os seus discípulos a terem uma perspectiva eterna, exortando-os a não acumularem tesouros na terra (Mt 6:19-20; Jo 6:27). Jesus disse para buscar primeiro o reino de Deus (Mt 6:33). Viver para Deus de modo íntegro deve ser nossa prioridade. Quando fazemos isso, podemos descansar seguros, pois Deus nos providenciará o necessário para a vida. Nossa atitude deveria refletir o ensino do Apóstolo Paulo (Fp 4:12-13).

FONTE: BIBLIA APOLOGÉTICA - ICP

terça-feira, março 11, 2008

Costumes dos tempos biblicos

COSTUMES DOS TEMPOS BÍBLICOS

VESTÚARIO

A vestimenta nos tempos bíblicos era básica.

Formado por poucas peças individuais:

1-TÚNICA

A túnica era peça essencial.

Era feita de lã, linho ou até algodão. As túnicas de pano de saco ou pelo de cabra eram desconfortáveis, e somente eram usadas em épocas de luto ou arrependimento. Jo. 19:23, Mc. 6:8.

-Vestuário o antigo, comprido e ajustado ao corpo. Jacó fez, para José uma túnica talar, isto é que descia até aos calcanhares. Gn. 37:3.

2-MANTO

Os mantos eram feitos de duas formas enrolavam material pesado de lã ao redor do corpo, costurando-o na altura dos braços o outro tipo era um vestido frouxo com mangas largas.

Quando feito de seda era um traje de gala.

Normalmente eram somente os ricos que possuíam mantos.

Jesus usava um manto, provavelmente muito belo, Mt. 9:20.

MANTO: vestidura larga e sem mangas Boaz encheu o manto de Rute com cevada, Rt. 3:15.

3-CALÇADOS

Sandálias eram simples, a sola era feita de um pedaço de couro de vaca. Lc. 3:16.

Chinelos também eram usados na época outro modelo, prendia alças feitas ao redor da sola com uma tira. Rt. 4:7.

4-CHAPÉUS

A maioria dos homens usava uma cobertura no alto da cabeça.

As mulheres usavam um quadrado de material dobrado para proteger os olhos.

Um véu transparente era usado algumas vezes sobre a cabeça para que a mulher não mostrasse o rosto em público. Gn. 24:65.

Nos tempos bíblicos poucos podiam adquirir roupas por causa do alto preço. Ornamentação era muito comum naqueles tempos, maquiagens, enfeites e tratamento de cabelo. Esse aspecto era tão importante para as mulheres da época do novo testamento que as cristãs foram advertidas a se enfeitarem com um espírito manso e tranqüilo (1 Pe 3:3-4).

Isaias descreve em detalhes a ornamentação usada em sua época (Is. 3:18-21).

Tudo isto era muito forte naquela cultura.

Por isso que a ornamentação mais importante não é aquela que em nada se usa, e nem aquela cheia de adereços, mas a fortificação e a moldura em um coração revestido da armadura de Deus Efésios 6:10-11.

O Senhor adorna os humildes de salvação Sl. 149:4.

O mais antigo vestuário foi feito de folhas de figueira cosidas de maneira a formar uma cinta (Gn. 3:7).

Depois que Adão e Eva pecaram e descobriram a sua nudez em uma clara alusão aos nossos dias, onde podemos ver claramente que não é o tipo de roupa que usamos que nos torna limpos e revestidos contra o pecado, mas, quando o nosso coração esta completamente revestido do adorno e do mais puro linho que é o Espírito Santo.

Assim estamos compelidos a usar vestimentas que dão testemunho do que somos como servos e soldados vestidos da armadura de Deus.

É, a partir do que somos por dentro é que somos capazes de externar a fé genuína e não o contrário.

A arte de tecer os pêlos dos animais era conhecida dos Hebreus desde tempos muito afastados. (Ex. 26:7; 35:6).

A arqueologia descobriu esta cultura junto aos povos sumérios arcadianos e mesopotâmicos, desde tempos remotos a época do dilúvio, ou seja, nos dias de Noé.

O uso da seda somente foi introduzido na época do primeiro século da era cristã.

ALGUNS NOMES HEBRAÍCOS DE ROUPAS DAQUELA ÉPOCA

HOMENS:

Roupa longa – HALUK

Roupa debaixo curta – NIKLI

Cinto – HAZOR

Bolsa – PUNDAR

Chapéu – KOBA

Calças – SUBRIKIA

MULHERES:

Roupa de baixo comprida – KLANIDJA

Roupa de baixo curta – KOLBUR

Roupão – ISTOMUKHVIA

Pois, as escrituras no Antigo Testamento traziam uma descrição clara na lei de Moisés que as roupas dos homens deveriam ser diferentes das roupas das mulheres.

“A mulher não usará roupa de homem, nem o homem roupa de mulher, pois quem faz tal coisa é abominável ao Senhor teu Deus”. (Dt. 22:5).

Isto identificava claramente a cultura do povo.

Em que não era o tipo de roupa, mas o modelo é que caracterizava claramente a distinção entre o que era roupa de homem e roupa para mulher.

Um exemplo moderno são as calças e saias.

Existem Países que homens e mulheres usam saias.

Exemplo: Escócia, Samoa, Ilhas Fiji, mas mesmo nestes lugares existem as saias corretas para homens e para mulheres.

E as calças:

Existem modelos para homens e modelos para mulheres.

CONSELHOS BÍBLICOS SOBRE VESTES

Não devem ser iguais para ambos os sexos dt. 22:5-11.

Devem ser limpas e bem cuidadas Ec. 9:8.

Devem ser especiais para os sacerdotes Ez. 44:17.

Não devemos preocupar-nos a respeito Mt. 6:28.

Devem ser usadas com modéstia 1 Tm. 2:9.

O adorno deve ser no íntimo 1 Pe 3:3.

HABITAÇÕES

As habitações da Terra Santa possuem duas características.

Primeiro, elas tem uma forma e estilo típicos. Tendem a ser quadradas com o teto plano e escada externa, sendo no geral construídas de blocos de calcário branco.

No sentido mais lato da palavra Baytith emprega-se para significar qualquer habitação, fixa ou mutável. Pode ter-se derivado duma raiz que significa passar a noite. Também o Tabernáculo de Deus, embora tenha sido apenas uma tenda, é algumas vezes, chamado casa, a residência de Deus.

Pois os Israelitas podiam somente ir até o pátio do Tabernáculo, somente uns poucos é que podiam às vezes adentrar no Tabernáculo.

Na Palestina o povo dorme nos terraços da casa, durante o tempo de mais calor, em caramanchões feitos de ramos ou de junco (Ne 8:16).

HABITANTES DAS CAVERNAS

Embora nos tempos Bíblicos as pessoas já tivessem deixado de habitar nas cavernas que abundavam no Oriente Médio Antigo, sempre houve pessoas morando em cavernas.

Ló morou em caverna (Gn 19:30), a arqueologia descobriu a cidade de Petra feita pelos Edomitas (Ob 3).

Jesus viveu numa caverna de Pastor.

As rochas na Palestina, na sua maior parte calcárias, abundam em cavernas, quase todas as habitações da região de Gadara são cavernas até hoje.

Abraão sepultou Sara sua mulher, na caverna de Mac Pela (Gn 23:19).

A palavra caverna significa literalmente cavidade subterrânea, Gruta.

HABITANTES DAS AREIAS

Abraão deixou a cidade de Ur, na caldéia, e se tornou um “habitante das areias” pela fé (Hb 11:9)

Claramente o estilo de vida Beduíno. Seja nos séculos passados ou nos dias de hoje.

A TENDA

A tenda do habitante do deserto era feita de um pedaço comprido de couro de cabra, com cerca de 1,52m ou 1,82m de largura.

O couro era colocado sobre várias estacas. No livro Cantares de Salomão 1:5 é mencionada a cor preta da tenda.

O moderno dicionário Houaiss define tenda como barra de acampamento. Pois uma tenda seja como era nos tempos Bíblicos ou nos dias de hoje não deixa de ser uma forma de barraca.

As tendas em geral eram agrupadas informalmente para acomodar todos os membros.

As tendas eram, originariamente, feitas de peles, e mais tarde foram de lã ou de pêlo de cabra, e por vezes de pêlos de cavalos.

CASAS DE TIJOLOS

As casas foram inicialmente feitas com tijolos de barro seco ao sol, mas a tecnologia avançou até ser possível queimar os tijolos em forno.

As casas também eram consideradas um dom de Deus, e quando ela começava a ser construída havia um ato de dedicação (Dt 20:5).

ILUMINAÇÃO

A iluminação das casas era provida pela lamparina de azeite. Essa consistia originalmente de um pires de louça de barro aberto, contendo óleo de oliva. As lâmpadas eram um tipo de vaso contendo azeite de oliva.

A primeira referência a lâmpadas ou candeeiro acha-se naquele notável episódio em que se fala do “fogareiro fumegante, e uma tocha de fogo”, isto é, da tocha que ratificou o pacto com Abraão (Gn 15:17), simbolizando a presença ardente de Deus.

ÁGUA

A água tinha de ser geralmente colhida no poço local, e em vista disso ser tão difícil, todos sonhavam com um tempo em que pudessem ter sua própria cisterna.

Em muitos lugares da Terra Santa se encontram fontes de águas “vivas”, ou nascentes.

O valor de tais poços num clima quente e geralmente seco, era grande e por isso havia, por vezes, conflitos para entrarem na posse deles. Para não se desperdiçar a água, e para que o poço não se enchesse de areia, era coberto e algumas vezes fechado (Gn 29:2).

Os ricos em geral tinham melhores condições de vida naquela época, tanto em roupas, habitações, poços e no estilo de vida em geral, por isto que muitas vezes Jesus Cristo falava claramente que o reino de Deus não era abastança, mas a união, o repartir o que se possuía com quem não tinha uma boa condição de vida.

Nos dias de hoje vemos a mesma coisa sendo que o reino de Deus se caracteriza no amor de quem compartilha do que nos tesouros de posse.

Pois mais vale um tesouro no céu do que a melhor vida ou riqueza na terra.

PERGUNTAS:

1)- Quais eram os tipos básicos de vestimenta?

2)- Qual era o tipo de vestuário mais antigo mencionado na Bíblia?

3)- Quais são os três povos antigos que a arqueologia descobriu, que já teciam pêlos de animais?

4)- Cite dois nomes Hebraicos de roupas masculinas e femininas?

5)- Qual versículo Bíblico que fala da proibição de roupas para homens e mulheres?

6)- As habitações na Terra Santa tem uma forma quadrada ou redonda?

7)- Na Palestina o povo dorme aonde nos tempos de calor?

8)- Segundo Hb 11:9 Abraão se tornou um habitante de que?

9)- O que diz Dt. 20:5?

10)- Eram feitas a iluminação das casas?

11)- Onde geralmente se colhia a água na Terra Santa?

12)- Quem é o mais privilegiado no reino de Deus?

BIBLIOGRAFIA

1)- Usos e costumes dos povos dos tempos Bíblicos Ed. CPAD – Ralph Gower – 2002.

2)- Bíblia de referência Thompson Ed. Vida – 2002.

3)- Pequena Enciclopédia Bíblica – Orlando Boyer – Ed. Vida – 1978 -27° Impressão, 1999.

4)- Dicionário Bíblico Universal Ver. A. R. Buckland, M.A – Ed. Vida – 1981 – 15° Impressão, 1999.

5)- Minidicionário Houaiss da Língua Portuguesa – Antônio Houaiss – Ed. Objetiva – 2001 – 1° Edição

segunda-feira, março 10, 2008

O Rei Josias

O REI JOSIAS

“O último grande Rei de Israel”

“Tinha Josias oito anos de idade quando começou a reinar e reinou trinta e um anos em Jerusalém; e era o nome de sua mãe, Jedida, filha de Adaias, de Boscate”. 2 REIS 22:1

E fez o que era reto aos olhos do Senhor. O reino de Judá foi abençoado com sua última grande reforma religiosa, pois Josias foi temente a Deus, e foi com grande ajuda do Sacerdote Hilquias, Pai do profeta Jeremias, que Josias fez grande reforma no sistema Judaico.

O NOME JOSIAS SIGNIFICA CURADO POR JEOVÁ OU O SENHOR O SUSTENTA.

JOSIAS, REI DE JUDÁ

Josias, foi o rei de Judá no período de 640 a 609 a.c (2 Rs. 22 e 23; 2 Cr. 34 e 35) seu avô, o perverso rei Manassés, reinará por 55 anos; persegui as pessoas piedosas e reprimiu a verdadeira religião em Judá seu Pai, Amom, governou apenas 2 anos (2 Rs. 21.19-26; 2 Cr. 33.21-25) e deu continuidade às práticas malignas de Manassés; seu reinado foi interrompido por intrigas na corte que culminaram com seu assassinato (2 Rs. 21:24). Nessa época difícil, Josias chegou ao trono, com apenas 8 anos de idade.

Quando Josias chegou à idade adulta, reagiu às condições pecaminosas que havia em seus dias com a idade de dezesseis anos eles já buscava fervorosamente a Deus. Ao invés de amoldar-se ás práticas idolatras. Em quatro anos sua devoção a Deus se cristalizara a um ponto em que ele deu início à reforma religiosa (628 a.c).

Josias foi grandemente quebrantado a reformar a religião Israelita de quando foi achado o livro da lei dos Judeus por Hilquias o sacerdote. (2 Rs. 22:8-13).

Pois o livro foi levado a Josias, por Safã o escriba;

Quão grande foi à emoção do Rei Josias ao qual depois de ouvir, rasgou as suas vestes, sinal este que era para mostrar arrependimento dos pecados diante do Senhor.

Por sua piedade, Josias tinha 26 anos de idade. (622 a.c). Quando levou a cabo, a purificação da terra de Israel por meio da restauração do templo. E colocou esta restauração sob a direção de Safã, Maaséias, Joá e Hilquias, o Sumo Sacerdote.

Flávio Josefo destaca da seguinte maneira cada um deles:

Maaséias ou Amaza- era governador de Jerusalém;

Safã- era secretário;

Joá ou Joatão- era intendente dos registros reais e sacerdotais;

E Hilquias- era grão-sacrificador, ou seja, sumo sacerdote.

Nos dias de Josias havia uma grande Profetiza chamada Hulda, Josias sabia de seu ministério e enviou o sumo sacerdote- Hilquias, Safã e outros, para receber por ele, o que ela tinha a dizer ao Rei.

Grande e forte foram as suas palavras, por causa do pecado de Israel, e sua idolatria a outros Deuses, Deus traria desolação a Israel.

Mas que Josias por ser temente a Deus, o traria Paz e Descanso e Josias morreria em Paz, e não veria a desolação de Israel. (2 Rs. 22:14-20).

Josias fez uma grande reforma no templo e também no culto da religião.

Derrubou os altares pagãos, casas de culto.

Josias profanou até mesmo o altar de Jeroboão (a Tofete) e o demoliu que era o altar em que a pessoas levavam os filhos e os faziam passar pelo fogo.

Quebrou as estátuas, cortou os Bosques, Josias não apenas erradicou as coisas que estavam erradas, mas também restabeleceu as que deviam estar funcionando.

O Governo de Josias se nos afigura um Oásis no deserto tais e tantos foram os desvios da fé, os crimes políticos, a anarquia religiosa, que o aparecimento de Josias, filho de um Pai idólatra e mau, com tais pendores para a religião e para Deus parece mais um milagre da História do que um fato propriamente dito.

A CELEBRAÇÃO DA PÁSCOA

“E o Rei deu ordem a todo o povo, dizendo: Celebrai a Páscoa ao Senhor, vosso Deus, como está escrito no livro do concerto”.

Porque nunca se celebrou tal Páscoa como está desde os dias dos Juízes que julgaram a Israel, nem em todos os dias dos reis de Israel, nem tampouco dos reis de Judá.

Porém no ano décimo oitavo do Rei Josias, esta Páscoa se celebrou ao Senhor, em Jerusalém 2 Reis 23:21-23.

Josias restaurou a Páscoa de uma forma que nenhum Rei de Judá ou Israel jamais havia feito.

Flávio Josefo descreve assim a celebração da Páscoa.

...Quando, assim, purificou todo o seu território, mandou reunir o povo em Jerusalém para, lá celebrar a festa dos pães ázimos, que nós citamos da Páscoa e deu, ao povo, para celebrar em festins públicos, trinta mil cordeiros e cabritos, e três mil bois. Os principais sacrificadores, dois mil e seiscentos cordeiros; os principais levitas deram aos outros levitas cinco mil cordeiros e Quinhentos bois, nenhum destes animais deixou de ser imolado, segundo a lei de Moisés. Pelo cuidado que disso tiveram os sacrificadores. Assim, não houve, desde os tempos do profeta Samuel, uma festa celebrada com tanta solenidade. Esta foi à grande celebração de Páscoa feita pelo Rei Josias.

SUA MORTE

Poucos detalhes falam na Bíblia sobre a morte de Josias. Josias foi morto pelo Faraó Neco durante a batalha de Meggido, em 608 A.C.

O Faraó não queria batalha contra Israel, mas Josias se negou a dar passagem para o Faraó, para atacar os caldeus.

Assim morreu o último grande Rei de Israel, temente ao único Deus verdadeiro.